Os anticoncepcionais hormonais têm sido amplamente utilizados como método contraceptivo eficaz, tanto no Brasil quanto em todo o mundo.
No entanto, surgiram preocupações sobre os possíveis efeitos colaterais desses contraceptivos, incluindo a relação entre contraceptivos e depressão.
Neste artigo, exploraremos a relação controversa entre anticoncepcional e depressão, e examinaremos as descobertas mais recentes sobre o assunto.
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A relação entre anticoncepcional e depressão
Antes de explorar a relação entre contraceptivos e saúde mental, é fundamental entender a importância do equilíbrio hormonal para uma mente saudável. Os hormônios desempenham um papel vital não apenas no funcionamento adequado do corpo, mas também na regulação do humor e das emoções.
Os estudos e debates têm focado na relação entre o uso de anticoncepcionais hormonais e a depressão. Durante o ciclo menstrual, muitas mulheres relatam alterações de humor, e algumas enfrentam problemas mais graves atribuídos aos anticoncepcionais, inclusive casos extremos de depressão.
Durante um estudo de 14 anos que incluiu mais de um milhão de mulheres com idades entre 15 e 34 anos, os pesquisadores analisaram os registros de saúde dessas mulheres. Os resultados apontaram que as mulheres que usavam contraceptivos hormonais tinham uma maior propensão a receber diagnóstico ou tratamento para depressão

Anticoncepcional na adolescência x Antidepressivo na vida adulta
Esse estudo também observou uma associação entre o uso de contraceptivos hormonais por adolescentes e o subsequente uso de antidepressivos, sugerindo que a depressão pode ser um efeito colateral potencial do uso desses contraceptivos.
O estudo também revelou que as adolescentes que usam contraceptivos hormonais combinados têm uma taxa de primeiro uso de antidepressivos 80% maior em comparação com as não-usuárias. Esses resultados sugerem que as adolescentes podem ser mais vulneráveis aos efeitos adversos dos contraceptivos hormonais em relação à depressão.
Além disso, os resultados mostraram que o risco relativo aumenta à medida que a duração do uso aumenta. Ou seja, quanto maior o tempo usando acho, maior a chance de iniciar uma terapia psiquiátrica.
E as mulheres que usavam contracepção com adesivo ou anel vaginal tinham um risco maior ainda.
Anticoncepcional e a deficiência de nutrientes
Os anticoncepcionais orais impactam não apenas no funcionamento dos hormônios, mas podem resultar em retenção de líquidos, ganho de peso, e ainda provocam deficiência nutricional.
Esses contraceptivos interferem na absorção de vitaminas e minerais, afetando principalmente as vitaminas B2, B6, B9 e B12, essenciais para a produção de energia, serotonina e com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunológicas.
Desse modo, a ausência dessas vitaminas pode causar fadiga e flutuações de humor. Além disso, os anticoncepcionais prejudicam a absorção de vitamina C e E, assim como minerais como magnésio, selênio e zinco.
Essas deficiências nutricionais têm sido documentadas em estudos desde a década de 70, demonstrando o impacto na saúde decorrente do uso prolongado desses contraceptivos. Portanto, é importante compartilhar essas informações com quem faz uso de anticoncepcionais.
Agora que você compreendeu o impacto dos anticoncepcionais na saúde da mulher e como eles atrapalham a sua qualidade de vida de forma geral.
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